RELATO DE UM CODEPENDENTE

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Codependência, tanque vazio de amor,
no cuidado excessivo com o próximo,
fico buscando reconhecimento e valor.
Acabo exercendo o controle sem perceber,
e acredito que os problemas do outro sei resolver.
No meu excesso de zelo e preocupação,
dou pitaco, dou conselhos e acho que sempre tenho a solução.
Tenho um radar tantam, pois sou atraído por pessoas disfuncionais,
deste tipo de relacionamento, só sei que não aguento mais.

Preciso estabelecer limites interiores
e aprender a dizer não sem dores.
Não quero mais viver para agradar a todos,
mas a Deus e a minha própria consciência.
Tenho que parar de supervisionar a vida alheia,
e tratar com mais atenção e carinho da minha própria vida.
Preciso resgatar minha identidade e autoestima,
fazer o que me dá brilho nos olhos, recordar de meus antigos sonhos.
Preciso desenvolver relacionamentos saudáveis,
e lembrar das minhas próprias necessidades.

Preciso tratar o outro como adulto,
deixar que ele sofra as consequências dos próprios erros,
pois no meu agir desenfreado, no meu excesso de cuidado,
impeço que o dependente cresça e amadureça,
não permito que ele chegue ao fundo do poço,
pois sempre achei que no fundo do poço ele encontraria a morte,
porém esqueço que é a partir de lá que ele vai aprender,
a ter responsabilidade e seus problemas resolver.
Recentemente descobri com uma querida amiga,
que no fundo do poço há uma mola que nos impulsiona para a vida.

Jesus muito me ensinou com seus comportamentos,
Ele foi o único que teve codependência zero,
Ele sabia amar e cuidar, porém sem manipular.
Ele sabia o que iria acontecer, podia o futuro prever,
mas mesmo assim não impediu que Pedro o negasse e Judas o traísse.
Ele não cuidava para ser alguém, mas porque Ele era alguém cuidava.

Por meio da parábola do filho pródigo,
Jesus me mostrou que o Pai respeitou a escolha do Filho,
por mais que doesse o coração, não tentou mudar sua decisão.
O filho foi e teve seus prazeres momentâneos,
mas, depois de comer com os porcos, a lição aprendeu
e o Pai amoroso, com os braços abertos o recebeu.
Desta mesma forma necessito compreender,
que o outro precisa o seu processo viver,
e que a mim cabe orar, ter paciência e esperar,
acreditando que pelo cuidado de Deus muita coisa irá mudar!!!

Autoria: Carol Montgomery

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