Solidariedade chingling
Graça aos amigos e leitores!
Hoje dia 23/03, andando nas ruas da cracolândia no meio do caos, me convidei a refletir sobre nossa solidariedade como igreja local olhando os menos favorecidos não só de SP, mais dos grandes capitais desse velho Brasil. Meados de 2019 em novembro alertei poucos amigos sobre o “movimento da solidariedade” mais que logo passaria.
Próximo ao Natal, recebemos uma doação de inúmeros brinquedos e logo destinamos para uma invasão à metros

da nossa base missionária, irmãos que mobilizaram suas igrejas para entregar marmitex solicitando apoio, amigos que queriam fazer uma CEIA na rua para os que estavam em vulnerabilidade, dentre outras e outras ações de amor natalino.
Vivemos um tsumani de contatos e ações que manifestavam esperança e acolhimento, chegou janeiro de um novo ano 2020. Obviamente, e deixo isso muito claro que não terceirizo nossa responsabilidade como missão porem gostaria de construir uma reflexão do que chamei de “Solidariedade chingling”.
Em quase uma década que estou na missão, vejo pessoas e comunidades com uma compreensão do outro extremamente destorcida, uma igreja que só é solidaria com o OUTRO em eventos e datas atípicas que não sustentam suas ações de amor e muito menos traduz o que narra LUCAS CAP 10.
Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e
óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar, pagarei todas as despesas que você tiver’
.
Veja nessa narrativa uma responsabilidade no gesto de solidariedade, não é atender uma agenda ou destinar um dia de ações para calmaria de nossas almas, muito pelo contrario; o desafio é constância nesse ato de amor como estilo de vida. É observar o necessitado como semelhança, amigo e alvo de minhas ações de responsabilidade!

Em um mundo virtualizado, sabemos bem como missão dos cuidados que devemos ter com pessoas que adotam esse perfil, hoje por exemplo nossa missão PROÍBE que o “voluntario visitante” tire fotografias de pessoas em situação de rua em nossa missão pois sabemos que essas imagens são exploradas na internet entre outras ações que repudiamos.
O objetivo do texto não é agredir amigos e parceiros, mais provocar um pensamento sobre a responsabilidade que temos adotado em ações de amor! A pessoa de tem tem sede, fome, frio e necessidades básicas no NATAL é também a mesma pessoa que continua sofrendo as mesmas necessidades no decorrer do ano.
Agradeço a leitura dos amigos, podem compartilhar e acrescentar!
Em Cristo Jesus, Alan Lima