O PRESIDENTE E O JEJUM QUE AGRADA A DEUS
Por Caio Marçal
Em tempo de pandemia do Covid-19, o presidente do Brasil convocou um Jejum nacional. Contudo, o que é a prática do jejum e como essa é capaz de agradar a Deus?
Embora o Jejum seja uma disciplina Espiritual importante na tradição judaico cristão, muitos confundem Jejum como uma espécie de “regime santo”. Jejum também não é um meio para barganhar com Deus. Muito menos um modo de manipular o sagrado para conseguir algum tipo de benesse ou favor divino.
No capítulo 58 do livro de Isaías, o profeta chama a atenção para aqueles que jejuam sem considerar o direito dos empregados. Isaías denuncia que jejum que não vem acompanhado de prática de Justiça e de solidariedade em relação aos pobres e oprimidos não agrada ao Criador. Para o profeta é necessário romper com o jugo da desigualdade que coloca mulheres e homens na condição de exclusão social.
“O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo?
Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo?
Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda. Isaías 58:6-8
Sendo assim, presidente, não adianta jejuar se o governo opta em dobrar seus joelhos ao Deus Mercado. Em tempos de Coronavírus, o seu governo está mais empenhado em proteger os poderosos do que os mais necessitados. É escandaloso que bancos que vivem da usura sejam os primeiros a serem protegidos enquanto se protela medidas que protejam a saúde e a segurança alimentar da classe trabalhadora.
Nossa oração e confiança está em Deus, que ama a Justiça e condena a balança enganosa. Nossa adoração é depositada aos pés de Jeová, que acolhe o necessitado e despede os poderosos de mãos vazias.
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